Uma nova reviravolta na vida de Suzane von Richthofen pode acontecer. Condenada pela participação na morte dos pais, em 2002, a empresária é agora acusada de furtar bens pertencentes ao tio materno, dono de uma fortuna milionária e encontrado morto há quase um mês na própria casa. Com isso, Suzane pode retornar para a cadeia.
A queixa em delegacia partiu de Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima de Miguel Abdalla Netto e com quem alega ter tido uma união estável. Carmem denunciou subtração de itens do imóvel como um sofá e uma lavadora de roupa além de uma bolsa na qual se encontravam dinheiro e documentos. Não foram detalhados, porém, a quantia, se é moeda nacional ou internacional, e que documentação é essa.
De acordo com a coluna "True Crime", do jornal "O Globo", uma investigação será feita e poderá mandar Suzane de volta para a cadeia, onde cumpriria o que falta da pena de 39 anos pela participação no duplo homicídio dos pais, Manfred e Marísia.
A acusação da prima de Miguel é mais um capítulo da disputa dela com Suzane e que envolve ainda o patrimônio do médico e até a liberação do corpo - saiba aqui se a filha do casal Richthofen pode ser impedida de herdar parte da fortuna do tio, que não deixou filhos.
Vale lembrar que à Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane afirmou ter entrado na casa do tio e soldado o portão. A irmã de Andreas von Richthofen admitiu ainda ter retirado do imóvel um automóvel Subaru XV, alegando "proteção" aos itens que no seu entender serão delas no futuro.
Vale lembrar que o crime ocorreu em 31 de outubro de 2002, mas a condenação só viria em 22 de julho de 2006, portanto quase quatro anos após os homicídios. Àquela altura, a filha dos Richthofen estava presa desde novembro de 2002, quando confessou participação no crime.
Já em outubro de 2015, Suzane migrou para o regime semiaberto, menos de 10 anos depois da condenação. Por fim, o regime aberto viria em janeiro de 2023